DISLEXIA!


DISLEXIA - Histórico

 

Segundo Margareth Rawson (19680 , a história do reconhecimento da dislexia de evolução como problema surgiu do trabalho de Berlin, que usou o termo dislexia já em 1872 e ainda de W. Pringle Norgan em 1896, Kerr em 1897.

James Hinshelwood, em 1917, publicou uma monografia sobre Cegueira Verbal Congênita , quando observou adultos afásicos. Ele entrou distúrbios infantis como sintomas similares, mas sugeriu que os problemas poderiam ser orgânicos, e ainda levantou a possibilidade de serem hereditários. Encontrou também mais meninos que meninas com este tipo de distúrbio.

Nos Estados Unidos, a classe profissional que primeiro ajudou no reconhecimento da dislexia foi a classe dos oftalmologistas. Suas observações mostraram que a dificuldade não estaria nos olhos, mas no funcionamento da linguagem no cérebro. Não são os olhos que lêem, mas o cérebro.

Os psicólogos e educadores do início do século deram pouca importância aos distúrbios específicos de linguagem, concentravam no aspecto pedagógico do problema; com exceção de Brooner(1917) ao mesmo tempo, a classe médica negligenciava o problema na sala de aula, o que contribuía para estabelecer lacuna entre a recuperação das crianças e o seu problema.Em 1925, se iniciou em Iowa uma pesquisa sobre as causas de se encaminhar crianças para unidades de estudos , dificuldade de ler, escrever e soletrar como uma das causas principais.

Foi então que surgiu como grande pesquisador no campo de distúrbio de aprendizagem Dr. Samuel Orton, neuroanatomista, que fez vários estudos post- mortem em cérebros humanos.Orton propôs vária hipóteses para a ocorrência da dislexia e também vários procedimentos para redução das suas dificuldades.

Em continuação aos estudos de Orton, que atribuía a causa do problema a distúrbios de dominância lateral, Penfield (1959), Zangwill(1960), Masland(1967), Miklebust(1954-1971)e atualmente Galaburda, que descreveu a dislexia de forma mais complexa.

Hoje , os estudos mais recentes estão no campo psiconeurológico. O Brasil também tem sua contribuição sobre A diferença dos volumes dos lobos temporais direito esquerdo.

 

Disponivel em: http://www.sistemanervoso.com/pagina.php?secao=12&materia_id=250&materiaver=1



Escrito por Fernanda Maria às 21h55
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A DISLEXIA NA ÓTICA DO PSICOPEDAGOGO

Cilene Knauf Lopes  - ciknauf@yahoo.com.br / Carmem Inêz de Oliveira - cbarbosa@ufv.br

RESUMO

O objetivo deste trabalho é de compreender a concepção do profissional da área de Psicopedagogia sobre o termo dislexia, bem como as estratégias utilizadas para desenvolver o plano de trabalho psicopedagógico com clientes disléxicos. Utilizou-se como fundamentação metodológica a abordagem de pesquisa qualitativa. A dislexia é um dos vários distúrbios de aprendizagem relacionado à leitura e à escrita que deve ser diagnosticado por uma equipe multidisciplinar. O disléxico precisa de acompanhamento no seu processo de aprendizagem. A concepção de dislexia das psicopedagogas participantes desta pesquisa ressoam a definição dada pelos autores, pelas instituições e pelos órgãos que estudam este distúrbio de aprendizagem pouco conhecido.

PALAVRAS CHAVE: Psicopedagogia, Dislexia, Fracasso Escolar, Ciência.

 

Texto na íntegra disponível em: http://correio.fdvmg.edu.br/downloads/SemanaAcademica2007/Anais_Artigos/Dislexia_Otica_Psicopedagogo.pdf

 

Recomendo a leitura do artigo na íntegra, tanto para quem é da área (Psicopedagogia), quanto para fonos, professores, pais ou mesmo disléxicos.

Fernanda M F C Cruz

 



Escrito por Fernanda Maria às 21h43
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A DISLEXIA COMO FRACASSO INESPERADO

Prof Vicente Martins

 

A dislexia, segundo Jean Dubois et alii (1993, p.197), é um defeito de aprendizagem da leitura caracterizado por dificuldades na correspondência entre símbolos gráficos, às vezes mal reconhecidos, e fonemas, muitas vezes, mal identificados.

A dislexia, segundo o lingüista, interessa de modo preponderante tanto à discriminação fonética quanto ao reconhecimento dos signos gráficos ou à transformação dos signos escritos em signos verbais.

A dislexia, para a Lingüística, assim, não é uma doença, mas um fracasso inesperado (defeito) na aprendizagem da leitura, sendo, pois, uma síndrome de origem lingüística.

As causas ou a etiologia da síndrome disléxica são de diversas ordens e dependem do enfoque ou análise do investigador. Aqui, tendemos a nos apoiar em aportes da análise lingüística e cognitiva ou simplesmente da Psicolingüística.

Muitas das causas da dislexia resultam de estudos comparativos entre disléxicos e bons leitores. Podemos indicar as seguintes: a) Hipótese de déficit perceptivo, b) Hipótese de déficit fonológico e c) Hipótese de déficit na memória.

Atualmente os investigadores na área de Psicolingüística aplicada à educação escolar, apresentam a hipótese de déficit fonológico como a que justificaria, por exemplo, o aparecimento de disléxicos com confusão espacial e articulatória.

Desse modo, são considerados sintomas da dislexia relativos à leitura e escrita os seguintes erros: erros por confusões na proximidade especial: a) confusão de letras simétricas;  confusão por rotação; inversão de sílabas; confusões por proximidade articulatória e seqüelas de distúrbios de fala (confusões por proximidade articulatória, omissões de grafemas e omissões de sílabas.

 

As características lingüísticas, envolvendo as habilidades de leitura e escrita, mais marcantes das crianças disléxicas, são:

 

A acumulação e persistência de seus erros de soletração ao ler e de ortografia ao escrever
• Confusão entre letras, sílabas ou palavras com diferenças sutis de grafia: a-o; c-o; e-c; f-t; h-n; i-j; m-n; v-u etc.
• Confusão entre letras, sílabas ou palavras com grafia similar, mas com diferente orientação no espaço: b-d; b-p; d-b; d-p; d-q; n-u; w-m; a-e.
• Confusão entre letras que possuem um ponto de articulação comum, e, cujos sons são acusticamente próximos: d-t; j-x; c-g;m-b-p; v-f
• Inversões parciais ou totais de silabas ou palavras: me-em; sol-los; som-mos; sal-las; pal-pla.

 

Segundo Mabel Condemarín (1987, p.23), outras perturbações da aprendizagem podem acompanhar os disléxicos:


Alterações na memória
• Alterações na memória de séries e seqüências
• Orientação direita-esquerda
• Linguagem escrita
• Dificuldades em matemática
• Confusão com relação às tarefas escolares
• Pobreza de vocabulário
• Escassez de conhecimentos prévios (memória de longo prazo)

 

Agora, uma pergunta pode advir: Quais as causas ou fatores de ordem pedagógico-lingüística que favorecem a aparição das dislexias?

 

De modo geral, indicaremos causas de ordem pedagógica, a começar por:

 

Atuação de docente não qualificado para o ensino de língua materna (por exemplo, um professor ou professora sem formação superior na área de magistério escolar ou sem formação pedagógica, em nível médio, que desconheça a fonologia aplicada à alfabetização ou conhecimentos lingüísticos e metalingüísticos aplicados aos processos de leitura e escrita)

Crianças com tendência à inversão
• Crianças com deficiência de memória de curto prazo
• Crianças com dificuldades na discriminação de fonemas (vogais e consoantes)
• Vocabulário pobre
• Alterações na relação figura-fundo
• Conflitos emocionais
• O meio social
• As crianças com dislalia
• Crianças com lesão cerebral

 

No caso da criança em idade escolar, a Psicolingüística define a dislexia como um fracasso inesperado na aprendizagem da leitura (dislexia), da escrita (disgrafia) e da ortografia (disortografia) na idade prevista em que essas habilidades já devem ser automatizadas. É o que se denomina de dislexia de desenvolvimento.

No caso de adulto, tais dificuldades quando ocorrem depois de um acidente vascular cerebral (AVC) ou traumatismo cerebral, dizemos que se trata de dislexia adquirida.

A dislexia, como dificuldade de aprendizagem, verificada na educação escolar, é um distúrbio de leitura e de escrita que ocorre na educação infantil e no ensino fundamental. Em geral, a criança tem dificuldade em aprender a ler e escrever e, especialmente, em escrever corretamente sem erros de ortografia, mesmo tendo o Quociente de Inteligência (Q.I) acima da média.

Além do Q.I acima da média, o psicólogo Jesus Nicasio García, assinala que devem ser excluídas do diagnóstico do transtorno da leitura as crianças com deficiência mental, com escolarização escassa ou inadequada e com déficits auditivos ou visuais.(1998, p.144).

Tomando por base a proposta de Mabel Condemarín (l989, p. 55), a dificuldade de aprendizagem relacionadas com a linguagem (leitura, escrita e ortografia), pode ser inicial e informalmente (um diagnóstico mais preciso deve ser feito e confirmado por neurolingüista) diagnosticada pelo professor de língua materna, com formação na área de Letras e com habilitação em Pedagogia, que pode vir a realizar uma medição da velocidade da leitura da criança, utilizando, para tanto, a seguinte ficha de observação, com as seguintes questões a serem prontamente respondidas:

 

A criança movimenta os lábios ou murmura ao ler?
• A criança movimenta a cabeça ao longo da linha?
• Sua leitura silenciosa é mais rápida que a oral ou mantém o mesmo ritmo de velocidade?
• A criança segue a linha com o dedo?
• A criança faz excessivas fixações do olho ao longo da linha impressa?
• A criança demonstra excessiva tensão ao ler?
• A criança efetua excessivos retrocessos da vista ao ler?

 

Para o exame dos dois últimos pontos, é recomendável que o professor coloque um espelho do lado posto da página que a criança lê. O professor coloca-se atrás e nessa posição pode olhar no espelho os movimentos dos olhos da criança.

O cloze, que consiste em pedir à criança para completar certas palavras omitidas no texto, pode ser importante, também, aliado para o professor de língua materna determinar o nível de compreensibilidade do material de leitura (ALLIENDE: 1987, p.144)

 

Texto na íntegra disponível em: http://sites.uol.com.br/vicente.martins/

http://www.duplipensar.net/images/fraternidade/vicente-martins.jpg



Escrito por Fernanda Maria às 21h21
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DISLEXIA DE LEITURA

(http://www.dislexiadeleitura.com.br/principal.php#)

Dificuldade relacionada à manutenção da atenção, compreensão e memorização e à atividade ocular durante a leitura levando a um deficit de aprendizado.

A Dislexia de Leitura afeta pessoas de todas as idades, com inteligência normal ou superior à média e está relacionada a uma desorganização no processamento cerebral das informações recebidas pelo sistema visual.

Devido ao esforço despendido no processamento das informações visuais, a leitura torna-se mais lenta e segmentada, o que compromete a velocidade de cognição e a memorização, produzindo cansaço, inversões, trocas de palavras e perda de linhas no texto, desfocamento, sonolência, distúrbios visuais, dores de cabeça, irritabilidade, enjôo, distração e fotofobia, após um intervalo relativamente curto na leitura.

Embora a causa da dislexia de leitura esteja relacionada às alterações neurobiológicas no processamento cerebral, problemas oculares contribuem significativamente para os sintomas da dislexia, pois estima-se que 85% de todo o aprendizado dependa das informações recebidas através do sistema visual. A avaliação oftalmológica dos pacientes disléxicos deve ser dinâmica considerando a atividade ocular durante a leitura e o esforço contínuo de foco para longe, perto e distâncias intermediárias (quadro negro, livros e cadernos e computador), o fluxo de informações constante e a percepção e cognição cerebral.

Este fluxo deve se processar, de maneira contínua através de movimentos sacádicos e fixações que refletem o estilo de leitura de cada pessoa, e que independem até certo ponto da dificuldade do texto. O estilo de leitura é caracterizado através do DPLC - diagnóstico padrão de leitura e cognição. Através do DPLC, a eficiência da leitura, aprendizado e memorização são obtidos antes e após o uso do filtros seletivos. No Hospital de Olhos, o DPLC é obtido através do rastreamento da atividade ocular dinâmica, associada a testes da visão funcional, contraste, estereopsia e fotosensibilidade e são sempre precedidos por laudos neuro e psicopedagógicos, já que a abordagem da dislexia de leitura é sempre multidisciplinar.

Sintomas mais freqüentes

- Sensibilidade à luz (luz do sol, luzes fortes, luzes fluorescentes, faróis, iluminação das ruas)

- Estresse e Esforço (atividades visuais, audição, TV, cores)

- Matemática (erros de alinhamento, velocidade, exatidão/precisão)

- Distração (leitura, audição, trabalho, provas)

- Dores de cabeça

- Desempenho comprometido nos esportes  com bola

- Acompanhamento de objetos em movimento

- Sonolência em viagens de carro ou ônibus

- Direção Noturna

- Cansaço / Fatiga geral

- Uso de computador

- Audição “retardada”

- Baixa concentração no estudo e provas

- Leitura de Música

- Percepção de profundidade

- ADD /HD

- Dores de estômago

- Explosões de comportamento

- Náusea/Tontura

- Seguir com os olhos

- Ansiedade

- Nervosismo

http://mundoquele.ofaj.com.br/Mundo1.gif



Escrito por Fernanda Maria às 21h06
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Muitos pais recorrem à escola para avaliar se seus filhos sofrem de dislexia.

Se você suspeita que seu filho é disléxico, mas a escola na qual ele estuda não faz testes de dislexia e não tem especialistas que ajudam crianças disléxicas, procure um outro profissional qualificado.

 Um bom programa educacional para crianças disléxicas precisa estabelecer objetivos específicos de progresso para o ano letivo. É necessário dedicar muita atenção para que a dislexia seja superada; sendo assim, seja paciente com um aluno ou filho disléxico, e não deixe que ele sofra de baixa auto-estima.

Incentive-o a buscar novas atividades e interesses, tais como esportes ou música, e sempre o recompense quando ele progredir em seus estudos.

http://ecx.images-amazon.com/images/I/517aAyoaA9L._AA240_.jpg



Escrito por Fernanda Maria às 09h58
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SERÁ QUE SEU FILHO É DISLÉXICO?

Entre 3 a 6 anos (Na pré-escola)

1. Ele persiste em falar como um bebê?

2. Freqüentemente pronuncia palavras de forma errada?

3. Não consegue reconhecer as letras que soletram seu nome?

4. Tem dificuldade em lembrar o nome de letras, números e dias da semana?

5. Leva muito tempo para aprender novas palavras?

6. Tem dificuldade em aprender rimas infantis?

Entre 6 ou 7 anos (Primeira-série)

1. Tem dificuldade em dividir palavras em sílabas?

2. Não consegue ler palavras simples e monossilábicas, tais como “rei” ou “bom”?

3. Comete erros de leitura que demonstram uma dificuldade em relacionar letras a seus respectivos sons?

4. Tem dificuldade em reconhecer fonemas?

5. Reclama que ler é muito difícil?

6. Freqüentemente comete erros quando escreve e soletra palavras?

7. Memoriza textos sem compreendê-los?

 Entre 7 e 12 anos

1. Comete erros ao pronunciar palavras longas ou complicadas?

2. Confunde palavras de sonoridade semelhante, como “tomate” e “tapete”, “loção” e “canção”?

3. Utiliza excessivamente palavras vagas como “coisa”?

4. Tem dificuldade para memorizar datas, nomes ou números de telefone?

5. Pula partes de palavras quando estas têm muitas sílabas?

6. Costuma substituir palavras difíceis por outras mais simples quando lê em voz alta; por exemplo, lê “carro” invés de “automóvel”?

7. Comete muitos erros de ortografia?

8. Escreve de forma confusa?

9. Não consegue terminar as provas de sala-de-aula?

10. Sente muito medo de ler em voz alta?

A partir dos 12 anos

1. Comete erros na pronúncia de palavras longas ou complicadas?

2. Seu nível de leitura está abaixo de seus colegas de sala-de-aula?

3. Inverte a ordem das letras – “bolo” por “lobo”, “lago” por “logo”?

4. Tem dificuldades em soletrar palavras? Soletra a mesma palavra de formas diferentes numa mesma página?

5. Lê muito devagar?

6. Evita ler e escrever ?

7. Tem dificuldade em resolver problemas de matemática que requeiram leitura?

8. Tem muita dificuldade em aprender uma língua estrangeira?

Fontes: Time – July 20, 2003 – The New Science of Dislexia – By Christine Gorman http:/www.interdys.org/index.jsp



Escrito por Fernanda Maria às 09h57
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O QUE É DISLEXIA?

A dislexia é uma das mais comuns deficiências de aprendizado. Segundo pesquisas realizadas, 20% de todas as crianças sofrem de dislexia – o que causa com que elas tenham grande dificuldade ao aprender a ler, escrever e soletrar. Pessoas disléxicas – e que nunca se trataram – lêem com dificuldade, pois é difícil para elas assimilarem palavras. Disléxicos também geralmente soletram muito mal. Isto não quer dizer que crianças disléxicas são menos inteligentes; aliás, muitas delas apresentam um grau de inteligência normal ou até superior ao da maioria da população.

A dislexia persiste apesar da boa escolaridade. É necessário que pais, professores e educadores estejam cientes de que um alto número de crianças sofre de dislexia. Caso contrário, eles confundirão dislexia com preguiça ou má disciplina. É normal que crianças disléxicas expressem sua frustração por meio de mal-comportamento dentro e fora da sala de aula. Portanto, pais e educadores devem saber identificar os sinais que indicam que uma criança é disléxica - e não preguiçosa, pouco inteligente ou mal-comportada.

A dislexia não deve ser motivo de vergonha para crianças que sofrem dela ou para seus pais. Dislexia não significa falta de inteligência e não é um indicativo de futuras dificuldades acadêmicas e profissionais. A dislexia, principalmente quando tratada, não implica em falta de sucesso no futuro. Alguns exemplos de pessoas disléxicas que obtiveram grande sucesso profissional são Thomas Edison (inventor), Tom Cruise (ator), Walt Disney (fundador dos personagens e estúdios Disney) e Agatha Christie (autora). Alguns pesquisadores acreditam que pessoas disléxicas têm até uma maior probabilidade de serem bem sucedidas; acredita-se que a batalha inicial de disléxicos para aprender de maneira convencional estimula sua criatividade e desenvolve uma habilidade para lidar melhor com problemas e com o stress.

FONTES: Time – July 20, 2003 – The New Science of Dislexia – By Christine Gorman / http:/www.interdys.org/index.jsp

http://www.aragoninvestiga.org/files/figura1%20dislexia.jpg

 



Escrito por Fernanda Maria às 09h41
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CAUSAS DA DISLEXIA:

As causas da dislexia são neurobiológicas e genéticas. A dislexia é herdada e, portanto, uma criança disléxica tem algum pai, avô, tio ou primo que também é disléxico.

Diferentemente de outras pessoas que não sofrem de dislexia, disléxicos processam informações em uma área diferente de seu cérebro; não obstante, os cérebros de disléxicos são perfeitamente normais. A dislexia parece resultar de falhas nas conexões cerebrais. Felizmente, existem tratamentos que curam a dislexia. Estes tratamentos buscam estimular a capacidade do cérebro de relacionar letras aos sons que as representam e, posteriormente, ao significado das palavras que elas formam. Alguns pesquisadores acreditam que quanto mais cedo é tratada a dislexia, maior a chance de corrigir as falhas nas conexões cerebrais da criança. Em outras palavras, a dislexia, se tratada nos primeiros anos de vida da criança, pode ser curada por completo.

Para melhor entender a causa da dislexia, é necessário conhecer, de forma geral, como funciona o cérebro. Diferentes partes do cérebro exercem funções específicas. A área esquerda do cérebro, por exemplo, está mais diretamente relacionada à linguagem; nela foram identificadas três sub-áreas distintas: uma delas processa fonemas, outra analisa palavras e a última reconhece palavras. Essas três subdivisões trabalham em conjunto, permitindo que o ser humano aprenda a ler e escrever. Uma criança aprende a ler ao reconhecer e processar fonemas, memorizando as letras e seus sons. Ela passa então a analisar as palavras, dividindo-as em sílabas e fonemas e relacionando as letras a seus respectivos sons. À medida que a criança adquire a habilidade de ler com mais facilidade, outra parte de seu cérebro passa a se desenvolver; sua função é a de construir uma memória permanente que imediatamente reconheça palavras que lhe são familiares.  À medida que a criança progride no aprendizado da leitura, esta parte do cérebro passa a dominar o processo e, conseqüentemente, a leitura passa a exigir menos esforço.

O cérebro de disléxicos, devido às falhas nas conexões cerebrais, não funciona desta forma.  No processo de leitura, os disléxicos recorrem somente à área cerebral que processa fonemas. A conseqüência disso é que disléxicos têm dificuldade em diferenciar fonemas de sílabas, pois sua região cerebral responsável pela análise de palavras permanece inativa. Suas ligações cerebrais não incluem a área responsável pela identificação de palavras e, portanto, a criança disléxica não consegue reconhecer palavras que já tenha lido ou estudado. A leitura se torna um grande esforço para ela, pois toda palavra que ela lê aparenta ser nova e desconhecida.

FONTES: Time – July 20, 2003 – The New Science of Dislexia – By Christine Gorman / http:/www.interdys.org/index.jsp

http://www.olharvital.ufrj.br/2006/imagens/edicoes/054/boacausa.jpg



Escrito por Fernanda Maria às 09h41
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SINAIS E CARACTERÍSTICAS DE DISLEXIA

O ideal seria que toda criança fosse testada para detectar se ela sofre de dislexia. Porém, o sistema educacional brasileiro é deficiente e há uma falta de recursos na maioria das escolas do País. Portanto, é importante que pais e professores fiquem atentos aos sinais de dislexia para que possam ajudar seus filhos e alunos.

O primeiro sinal de possível dislexia pode ser detectado quando a criança, apesar de estudar numa boa escola, tem grande dificuldade em assimilar o que é ensinado pelo professor. Crianças cujo desenvolvimento educacional é retardatário podem ser bastante inteligentes, mas sofrer de dislexia. O melhor procedimento a ser adotado é permitir que profissionais qualificados examinem a criança para averiguar se ela é disléxica. A dislexia não é o único distúrbio que inibe o aprendizado, mas é o mais comum.

São muitos os sinais que identificam a dislexia. Crianças disléxicas tendem a confundir letras com grande freqüência. Entretanto, esse indicativo não é totalmente confiável, pois muitas crianças, inclusive não-disléxicas, freqüentemente confundem as letras do alfabeto e as escrevem de lado ao contrário. No Jardim de Infância, crianças disléxicas demonstram dificuldade ao tentar rimar palavras e reconhecer letras e fonemas. Na primeira série, elas não conseguem ler palavras curtas e simples, têm dificuldade em identificar fonemas e reclamam que ler é muito difícil. Da segunda à quinta série, crianças disléxicas têm dificuldade em soletrar, ler em voz alta e memorizar palavras; elas também freqüentemente confundem palavras. Esses são apenas alguns dos muitos sinais que identificam que uma criança sofre de dislexia.

A dislexia é tão comum em meninos quanto em meninas.

FONTES: Time – July 20, 2003 – The New Science of Dislexia – By Christine Gorman / http:/www.interdys.org/index.jsp

http://www.padresok.cl/Imagenes/dislexia250.jpg



Escrito por Fernanda Maria às 09h40
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O QUE PODE SER FEITO COM RELAÇÃO À DISLEXIA?

Nunca é tarde demais para ensinar disléxicos a ler e a processar informações com mais eficiência. Entretanto, diferente da fala – que qualquer criança acaba adquirindo – a leitura precisa ser ensinada. Utilizando métodos adequados de tratamento e com muita atenção e carinho, a dislexia pode ser derrotada. Crianças disléxicas que receberam tratamento desde cedo apresentam uma menor dificuldade ao aprender a ler. Isso evita com que a criança se atrase na escola ou passe a desgostar de estudar.

É importante enfatizar que a dislexia não é curada sem um tratamento apropriado. Não se trata de um problema que é superado com o tempo; a dislexia não pode passar despercebida. Pais e professores devem se esforçar para identificar a possibilidade de seus filhos ou alunos sofrerem de dislexia. Crianças disléxicas que foram tratadas desde cedo superam o problema e passam a se assemelhar àquelas que nunca tiveram qualquer dificuldade de aprendizado.

Foram desenvolvidos diversos programas para curar a dislexia. Não há um só tratamento que seja adequado a todas as pessoas. Contudo, a maioria dos tratamentos enfatiza a assimilação de fonemas, o desenvolvimento do vocabulário, a melhoria da compreensão e fluência na leitura. Esses tratamentos ajudam o disléxico a reconhecer sons, sílabas, palavras e, por fim, frases. É aconselhável que a criança disléxica leia em voz alta com um adulto para que ele possa corrigi-la. É importante saber que ajudar disléxicos a melhorar sua leitura é muito trabalhoso e exige muita atenção e repetição. Mas um bom tratamento certamente rende bons resultados.  Alguns estudos sugerem que um tratamento adequado, administrado ainda cedo na vida escolar de uma criança, pode corrigir as falhas nas conexões cerebrais ao ponto que elas desapareçam por completo.

Toda criança necessita de apoio e paciência. Muitas crianças disléxicas sofrem de falta de autoconfiança, pois se sentem menos inteligentes que seus amigos. Porém, um bom tratamento pode curar a dislexia. Muitos disléxicos tiveram grande sucesso profissional; existe uma alta porcentagem de disléxicos entre os grandes artistas, cientistas e executivos. Muitos especialistas acreditam que pessoas disléxicas, por serem forçadas a pensar de forma diferente, são mais habilidosas e criativas e têm idéias inovadoras que superam as de não-disléxicos.

Apesar das salas de aula estarem lotadas e apesar da falta de recursos para pesquisas, a dislexia precisa ser combatida. Muitos casos de dislexia passam desapercebidos em nossas escolas. Muitas vezes, crianças inteligentíssimas, mas que sofrem de dislexia, aparentam ser péssimos alunos; muitas dessas crianças se envergonham de suas dificuldades acadêmicas, abandonam a escola e se isolam de amigos e familiares. Muitos pais, por falta de conhecimento, se envergonham de ter um filho disléxico e evitam tratar do problema. Isso é lamentável, pois crianças disléxicas que recebem um tratamento apropriado podem não apenas superar essa dificuldade, mas até utilizá-la como benefício para se sobressair pessoal e profissionalmente.

FONTES: Time – July 20, 2003 – The New Science of Dislexia – By Christine Gorman / http:/www.interdys.org/index.jsp

http://www.unifesp.br/comunicacao/sp/ed08/reports5.htm

 



Escrito por Fernanda Maria às 09h39
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Encontrei esta charge na net, ri muito, pois é bem assim que o Victor faz normalmente, o que causa às vezes situações hilárias no dia-a-dia, pois ele pensa uma coisa, diz outra e na hora de fazer, faz outra completamente diferente...

 

http://www.unavarra.es/personal/egarrido/documentos/docencia/images/dislexia.jpg

 



Escrito por Fernanda Maria às 09h26
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CONFIRA ALGUMAS DICAS PARA DETECTAR A DISLEXIA

FLÁVIA PEGORIN - Folha de S.Paulo

 

Para detectar a dislexia é preciso observar. Confira alguns sintomas:

Sintomas freqüentes

- Dificuldades com a linguagem e escrita
- Dificuldades em escrever
- Dificuldades com a ortografia
- Lentidão na aprendizagem da leitura

Sintomas que podem ocorrer

- Disgrafia (letra feia)
- Discalculia (dificuldade com a matemática, sobretudo para assimilar símbolos e decorar a tabuada)
- Dificuldades com a memória de curto prazo e com a organização
- Dificuldades em seguir indicações de caminhos e em executar seqüências de tarefas complexas
- Dificuldades para compreender textos escritos
- Dificuldades em aprender uma segunda língua

Sintomas menos comuns

- Dificuldades com a linguagem falada
- Dificuldade com a percepção espacial
- Confusão entre direita e esquerda

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u4476.shtml

 

http://www.apdis.com/dislexicotestemunho2.jpg

 



Escrito por Fernanda Maria às 09h24
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Ensinar disléxicos a ler e processar informações é processo longo

FLÁVIA PEGORIN - Folha de S.Paulo

Ensinar disléxicos a ler e a processar informações com mais eficiência é um processo de longo prazo e que exige paciência.

Diferente da fala, que a criança acaba adquirindo pela convivência com outros, a leitura precisa ser ensinada --e aí aparece o problema. Utilizando métodos adequados de tratamento, muita atenção e carinho (pois crianças tendem a se sentir menosprezadas por portar o transtorno), a dislexia pode ser vencida.

Crianças disléxicas que receberam tratamento desde cedo superam o distúrbio e passam a se assemelhar àquelas que nunca tiveram problemas de aprendizado. Além disso, apresentam menor dificuldade ao aprender a ler, o que evita atrasos na escola, repetição de séries e até mesmo o desgosto pelo conhecimento.

Giovana Alvarez Morales, 13, só foi diagnosticada disléxica aos 11 anos. Até lá, sofria por ter notas baixas e pelos rótulos de ter um aprendizado "lerdo". A mãe, Maria de Lurdes, foi quem juntou todos os fatos e reconheceu os sintomas da garota.

"A escola não detectou a dislexia. Hoje, a Giovana vai à psicóloga para aceitar que tem o transtorno e conviver com isso e também à fonoaudióloga, para criar seus próprios dispositivos de reter a 'memória curta'", diz Maria de Lurdes.

A memória recente é mesmo um problema para os disléxicos. Giovana, por exemplo, se esquecia de avisos comuns da sexta série, como uma prova oral para o dia seguinte. Assim, deixava de estudar e tirava notas ruins.

"Conheci pais que se mortificavam por terem chegado a bater nos filhos achando que eles tinham falta de aplicação, sendo que se tratava de dislexia", conta Maria Ângela Nogueira Nico. Ela acredita que os testes para detectar dislexia deveriam ser obrigatórios nas escolas, já que a taxa de pessoas afetadas pelo distúrbio é grande.

Tratamentos

A maioria dos tratamentos para dislexia enfatiza a assimilação de fonemas, o desenvolvimento do vocabulário, a melhoria da compreensão e a fluência na leitura. Esses métodos ajudam o disléxico a reconhecer sons, sílabas, palavras e frases --pois, para eles, cada termo lido acaba se parecendo com uma "nova palavra".

É aconselhável que a criança disléxica leia bastante em voz alta para que possa ser corrigida no ato. Alguns estudos sugerem que um tratamento adequado e ministrado bem cedo pode corrigir as falhas nas conexões cerebrais a ponto de elas se tornarem mínimas --isso no caso de dislexia leve, mas, mesmo para portadores de grau médio ou severo, um tratamento direcionado pode diminuir os sintomas. Como os disléxicos costumam ser muito inteligentes, tendem a ativar outras áreas do cérebro para compensar suas perdas de memória e concentração.

Muitos especialistas sugerem, inclusive, que pessoas disléxicas, por serem forçadas a pensar e aprender de forma diferente, se tornam mais criativas e têm idéias inovadoras que superam as de não-disléxicos. Pode não ser determinante, mas vale lembrar que algumas personalidades que se tornaram célebres também eram portadoras desse distúrbio, entre elas o desenhista Walt Disney, a escritora Agatha Christie, o inventor Thomas Edison e o ator Tom Cruise (que diz ter sofrido muito no início da carreira para memorizar seus roteiros).

Mesmo que a dislexia não seja curada, conviver com ela é necessário. Os portadores têm, inclusive, direitos assegurados por lei. Crianças com dislexia podem, por exemplo, pedir para refazer provas orais, ter uma hora a mais nas provas escritas e usar livremente uma calculadora.

Giovana, muito discreta, prefere usar um lápis com a tabuada impressa. Ela teme ser tachada pejorativamente, como se tivesse uma doença contagiosa. Apenas quando conhece melhor a pessoa ela vence o cuidado de disfarçar a dislexia, o transtorno tão comum e tão desconhecido.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u4475.shtml

 

http://www.telpin.com.ar/interneteducativa/PeriodicoTEduca/Dislexia/dislexia.gif



Escrito por Fernanda Maria às 09h16
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Causa da dislexia é genética, apontam especialistas

FELIPE MAIA da Folha Online

 

Apesar de ainda não haver total consenso entre os cientistas a respeito das causas da dislexia, as pesquisas mais recentes apontam para uma associação de problemas genéticos como fator para o aparecimento do distúrbio.

Os disléxicos teriam sofrido modificações em alguns de seus cromossomos, a estrutura da célula que carrega a informação genética de cada pessoa. Alguns genes atuariam de forma conjunta e determinariam a pouca capacidade de leitura e escrita.

Por ser um distúrbio genético e hereditário, os especialistas recomendam que as crianças que possuem pais ou outros parentes com dislexia sejam analisadas com cuidado.

"Trata-se de uma criança de risco, então é importante que ela passe por uma avaliação. Quando mais cedo a dislexia for diagnosticada, melhor", afirma Maria Ângela Nico, fonoaudióloga e coordenadora técnica e científica da ABD (Associação Brasileira de Dislexia).

O diagnóstico tem de ser realizado por uma equipe clínica multidisciplinar, formada por psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos clínicos e neurologistas.

O processo é feito de maneira excludente. Ou seja, para detectar se alguém é disléxico, elimina-se a possibilidade de ele não apresentar outros problemas neurológicos e psicológicos, como déficit intelectual, deficiências auditivas e visuais ou lesões cerebrais.

Não há uma cura para a dislexia, mas um tratamento pode fazer com que os afetados possam desenvolver habilidades e minimizem os problemas. Trata-se de um trabalho cumulativo e sistemático de estimular o cérebro a compreender melhor os sinais da linguagem.

Segundo a especialista, outro fator associado ao distúrbio é o excesso de testosterona produzida pela mãe durante a gestação. Essa hipótese pode explicar o fato de haver, para cada quatro homens disléxicos, apenas uma mulher, conforme dados da ABD.

Por essa teoria, como a testosterona é um hormônio masculino, sua produção em excesso na gestação de uma menina pode provocar um aborto natural.

 

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u334708.shtml

 

(http://www.preescolartec.com/small/dislexia.jpg)

 



Escrito por Fernanda Maria às 09h07
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Prós e contras da dislexia ter ido parar no horário nobre da Globo

 Fernanda M. F. C. Cruz

Colocar a problemática referente à dislexia na novela que ocupa o "melhor horário" Global tem seus pontos positivos e negativos.

Com certeza boa parte do público, leigo, não sabia o que era ou nunca sequer havia ouvido falar a respeito e agora vai ouvir durante alguns meses.

Isso é muito bom para que se perceba que disléxicos não são burros ou folgados, apenas são diferentes, tem formas distintas de "enxergar" o mundo e de aprender...

Como ponto negativo, para alguns expectadores, estão "carregando muito nas tintas", mostrando dificuldades que nem sempre são comuns a boa parte dos disléxicos.

Como leciono à noite nunca vi a referida novela, sendo assim, não me vejo em condições de opinar, mas, não podemos esquecer que há diferentes graus de dislexia e que nos disléxicos severos, realmente as "tintas" são bem mais carregadas do que nos que tem uma dislexia leve.

Que esta iniciativa do autor auxilie a sociedade em geral e principalmente os profissionais da educação a conhecerem, entenderem, identificarem e principalmente não rotularem os disléxicos.



Escrito por Fernanda Maria às 09h01
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Novela da Globo vai abordar a dislexia; entenda o distúrbio

 

FELIPE MAIA da Folha Online

 

Dificuldade para discernir letras, sílabas, palavras e seus respectivos sons, porém com um QI (quociente de inteligência) bastante acima da média. Estas são as principais características das pessoas afetadas pela dislexia, um distúrbio de aprendizagem que atinge de 5% a 17% da população mundial, segundo a ABD (Associação Brasileira de Dislexia).

A polêmica sobre o transtorno, estudado há mais de cem anos por cientistas de áreas como a fonoaudiologia e a neurologia, deve voltar à tona no Brasil. Isso porque, depois da Síndrome de Down e da Aids (esta última abordagem, bastante criticada), a Rede Globo vai falar da dislexia em "Duas Caras".

(Vale lembrar: Em "Páginas da Vida", um médico dizia ao paciente que ele possuía Aids sem fazer teste de HIV, apenas com base na sua aparência. As cenas foram classificadas de grotescas aos olhos de órgãos como o Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Infectologia e de ONGs que defendem portadores do HIV.)

O papel de disléxica em "Duas Caras" caberá à atriz Bárbara Borges, que vai viver Clarissa, uma jovem disléxica que tem o sonho de ser juíza, mas sempre enfrentou dificuldades para estudar. Com o apoio dos pais, ela conseguirá passar no vestibular para o curso de direito.

O final feliz de Clarissa está longe de ser irreal ou uma utopia de novela. As pesquisas sobre o assunto já provaram que ser disléxico não significa ser ignorante ou ter dificuldade de aprendizado em todas as disciplinas.

Bárbara Borges, a disléxica Clarissa que aparece na novela da Globo.

 

Escrita

Na realidade, a dislexia prejudica principalmente a linguagem, mas acaba acarretando problemas em outras áreas. Isso ocorre porque na grande maioria das matérias é necessário, em algum momento, escrever.

"Por isso é preciso que essas crianças sejam avaliadas e recebam tratamento, principalmente por causa da auto-estima. Em razão desse problema, todo mundo acha que ele [o disléxico] é burro, preguiçoso, o que não é verdade", afirma Maria Ângela Nico, fonoaudióloga e coordenadora técnica e científica da ABD.

O principal obstáculo para o disléxico é fazer a relação entre os sons e sua representação visual, por meio das letras. Por isso, as crianças que possuem esse distúrbio enfrentam muitas dificuldades de alfabetização. É somente neste período que o diagnóstico se torna possível.

A criança disléxica pode até ter algum retardamento no aprendizado da fala, mas os sinais mais claros aparecem mesmo no início do período escolar. Entre os principais sintomas estão a dificuldade na sistematização de leitura e escrita, o não reconhecimento de rimas, além de demonstrarem pouca atenção às aulas.

É recorrente também a falta de organização, em razão de problemas na memória imediata. O disléxico tem dificuldade em se posicionar no tempo --discernir o que vem antes e depois.

Acima da média

Entretanto, é comum que a dislexia venha acompanhada de uma inteligência acima da média, havendo inclusive exemplos de superdotados disléxicos. É o caso de José Rigoni Júnior, 26, que descobriu possuir o distúrbio aos 18 anos, quando já era aluno da USP (Universidade de São Paulo).

José Rigoni Júnior descobriu possuir o distúrbio aos 18 anos, quando estava na USP. Ele freqüentava a universidade desde os 16 anos, como ouvinte do curso de engenharia e integrante de um grupo de pesquisas da Escola Politécnica, do qual faz parte até hoje. Aos 20 anos de idade, Rigoni passou no vestibular para geografia, no qual se formou. Ele também cursou letras.

Rigoni conta que sempre teve dificuldades na escola, chegando a ser reprovado cinco vezes, apesar de entender todo o conteúdo transmitido pelos professores. O problema é que ele não conseguia expressar esse conteúdo por meio da escrita.

"A questão é a interpretação do texto, formalizar esse conhecimento, colocar no papel o que eu tinha aprendido. Mas tinha muita facilidade no entendimento oralizado, entendia tudo muito rápido", afirma o hoje professor de geografia da USP.

Rigoni conseguiu recuperar o tempo perdido no ensino fundamental por meio de uma lei federal que permite que alunos especiais como ele sejam avançados de série. Na faculdade, ele fazia provas no computador, com o auxílio de corretor ortográfico, ou respondia às perguntas oralmente.

Ainda hoje, apesar de ter feito tratamento durante um ano e meio, o professor diz ter dificuldades na escrita. "Quando escrevo na lousa cometo muitos erros, mas não tem problema. Os alunos estão a par de tudo e me avisam quando escrevo algo errado", afirma.

Líderes

Em casos mais leves, o paciente pode nunca perceber que possui o distúrbio. O empresário Cláudio Teixeira, 44, por exemplo, descobriu ser disléxico apenas aos 36 anos de idade. Ele sempre teve dificuldades no período escolar, tanto que mudou de colégio oito vezes durante o Ensino Fundamental e Médio.

"É algo desgastante, influencia muito na vontade de estudar. As letras pulam, mexem de lugar, não dá para aprender. Mas ao mesmo tempo te dá uma garra, uma força para gerenciar, liderar", afirma.

Conforme apontam as pesquisas, essa característica empreendera de que o empresário fala é comum à maioria dos disléxicos. Uma das hipóteses apontadas para isso é a configuração cerebral dessas pessoas.

Elas costumam ter o lado direito do cérebro, relacionado às atividades criativas, maior que o esquerdo. Isso faz com que eles geralmente procurem atuar em profissões liberais e artísticas.

Essa teoria pode ser comprovada na prática, dada a quantidade de artistas, empresários e comunicadores famosos que são disléxicos. Figuram na lista pessoas como a escritora Agatha Christie, o ator Tom Cruise e o cientista Charles Darwin, autor da teoria da evolução.

Diante dessas possibilidades, os especialistas e disléxicos ouvidos pela Folha Online consideram positiva a iniciativa de retratar o transtorno em uma novela, contanto que a abordagem seja séria, não estereotipada.

"Acho maravilhoso, porque tem muita gente que não conhece o assunto. Os pais sofrem muito quando o filho enfrenta um problema desses, então é bom aprender como lidar, como encaminhar a questão", avalia a fonoaudióloga Maria Ângela Nico.

 

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u334707.shtml



Escrito por Fernanda Maria às 08h47
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Escrito por Fernanda Maria às 12h44
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Escrito por Fernanda Maria às 12h43
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Escrito por Fernanda Maria às 12h41
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Para iniciar os posts, um poema que fiz para meu filho, antes de saber que era disléxico...

Como mãe, fazia-me muito mal notar o quanto ele sofria na escola, ficando cada vez mais introspectivo, triste e isolado, achando-se burro sem o ser.

Hoje, aos 16 anos ele ainda tem muitas dificuldades, tanto na leitura / interpretação quanto na escrita, mas, está plenamente adaptado à sociedade, à escola e ao grupo de amigos e familiares com os quais convive.

Muitas são as crises, mas enormes também são as situações cômicas que hoje ele tira de letra, quando se percebe "errando" ou então, quando identifica situações que seriam (e são) de extremo conflito para disléxicos, como por exemplo a péssima sinalização do trânsito em São Paulo ou a grafia de palavras muito próximas como inundação e "imundação" (como pode um n determinar água e um m sujeira? Palavras dele...)

 

VICTOR HUGO

 

O, artigo definido.

Menino, substantivo.

Pequeno, levado,

Caçula, safado...

Preguiçoso e sedutor.

Tantos adjetivos...

podem ser usados para te definir.

Como odeias a língua pátria!

Não te entendes com:

Numerais, pronomes, artigos...

Odeias os tempos verbais.

 

A escola é um fardo,

O estudar um tormento.

Tanta coisa, tão mais interessante a fazer/viver.

E insistem contigo diariamente...

Na escrita, nos trabalhos, nas tarefas...

Até teu braço doer.

 

És movimento!!!!

Cinestesia pura,

Prática, contra-cultura.

“Viajas” no desinteresse,

Desligas-te do mundo real.

Como é chato estudar!!!!

 

Judô, maravilha,

Educação Física, puro suor, alegria,

Natação... Futebol.

Menino-movimento.

 

O quanto a vida ainda vai te fazer mudar,

Sofrer, crescer...

Antes que sejas vitorioso,

Como teu nome sugere,

Pois odeias perder. 



Escrito por Fernanda Maria às 12h36
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Meu nome é Fernanda M F C da Cruz, sou bióloga e pedagoga, psicopedagoga (que não atua na área) e atualmente professora apenas do Ensino Superior.

A bastante tempo fiz um blog e uma comunidade no orkut sobre dislexia, pois sou mãe de um disléxico severo (hoje muito bem resolvido) que já passou poucas e boas em sua vida escolar.

Este ano terminei meu mestrado e por isso e pela carga de serviço que tive, deletei o blog e pouco tenho acessado o orkut, mas, percebi o quanto estava errada ao observar quanta gente me procurou devido a essas duas ferramentas e a quantos pude transmitir informações e acima de tudo, dar alento...

Pois é, devido a esse enorme drama de consciência, eis-me aqui novamente, recriando o blog, compartilhando informações e acima de tudo pedindo contribuições a todos vocês para que enviem materiais para serem postados (reportagens, curiosidades, entrevistas, cursos e palestras etc).

Desta vez não "deixarei para lá", priorizarei a continuidade, a seriedade e a troca contínua de experiências...

Beijo grande a todos!



Escrito por Fernanda Maria às 12h03
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