DISLEXIA!


Como identificar um aluno disléxico?

FALAR-OUVIR-LER-ESCREVER, são atividades da linguagem.

FALAR E OUVIR, são atividades com fundamentos biológicos.

A criança aprende a usar a linguagem falada com velocidade incrível e isto depende de: meio ambiente, trato vocal, organização do cérebro, sensibilidade perceptual para falar os sons.

Ela adquire a linguagem escrita em parte INVENTADA e em parte DESCOBERTA.

Inventada porque foram criados símbolos visuais (grafemas-letras) para representar elementos da linguagem.

Descoberta, porque esses elementos serão reconhecidos na linguagem falada (relação grafema/fonemas = sons das letras).

LER não depende somente da capacidade de segmentação fonêmica (reconhecer sons e símbolos).

Ela é necessária, mas não é suficiente para formar um bom leitor.

A criança precisa descobrir que uma palavra é composta por sons significantes e aprender a identificá-los. Mas principalmente, para se adquirir a habilidade da leitura e escrita, é necessário que haja a automatização desta função, além da capacidade de síntese (interpretação).

Esta habilidade não se desenvolve naturalmente nem através da maturidade. O aprendizado se incumbirá desta tarefa.

No entanto, há um número de crianças, bastante representativo, com dificuldade para aquisição e/ou automação do aprendizado da leitura e da escrita.

Entre as diversas causas possíveis dessa dificuldade está a dislexia, uma dificuldade acentuada na leitura e na escrita atinge de 10% a 15% da população mundial e que ainda não é reconhecida e nem muitas vezes aceita por professores e outros profissionais da educação.


Maria Angela Nogueira Nico – fonoaudióloga e psicopedagoga clínica, coordenadora e diretora técnica e científica da Associação Brasileira de Dislexia (ABD).

http://novaescola.abril.com.br/ed/135_set00/html/dislexia_exc3.htm




Escrito por Fernanda Maria às 21h43
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Como identificar um aluno disléxico?


Mesmo com todas as dificuldades que a dislexia pode trazer para a vida escolar de uma criança, é possível contornar o problema.

O mais importante é que os pais – e principalmente os professores – estejam sempre atentos.

O grau da "doença" varia muito e os sinais costumam ser inconstantes.

 

A seguir algumas das características mais comuns:


A criança é inteligente e criativa – mas tem dificuldades em leitura, escrita e soletração.

Costuma ser rotulado de imaturo ou preguiçoso.

Obtém bons resultados em provas orais, mas não em avaliações escritas.

Tem baixa auto-estima e se sente incapaz.

Tem habilidade em áreas como arte, música, teatro e esporte.

Parece estar sempre sonhando acordado.

É desatento ou hiperativo

Aprende mais facilmente fazendo experimentos, observações e usando recursos visuais.

Visão, leitura e soletração:

Reclama de enjôos, dores de cabeça ou estômago quando lê.

Faz confusões com as letras, números palavras, seqüências e explicações verbais.

Quando lê ou escreve comete erros de repetição, adição ou substituição.

Diz que vê ou sente um movimento inexistente quando lê, escreve ou faz cópia.

Parece ter dificuldades de visão, mas exames de vista não mostram o problema.

Lê repetidas vezes sem entender o texto.

Sua ortografia é inconstante.

Audição e linguagem:

É facilmente distraído por sons.

Tem dificuldades em colocar os pensamentos em palavras. Às vezes pronuncia de forma errada palavras longas.

Escrita e habilidades motoras:

Dificuldades com cópia e escrita. Sua letra muitas vezes é ilegível.

Pode ser ambidestro. Com freqüência confunde direita e esquerda ou acima e abaixo.

Matemática e gerenciamento do tempo:

Tem problemas para dizer a hora, controlar seus horários e ser pontual.

Depende dos dedos ou outros objetos para contar. Muitas vezes sabe a resposta, mas não consegue demonstrá-la no papel.

Faz exercícios de aritmética, mas considera difícil problemas com enunciados.

Tem dificuldade em lidar com dinheiro.

Memória e cognição:

Excelente memória a longo prazo para experiências, lugares e rostos. No entanto têm memória ruim para seqüências e informações que não vivenciou.



Fonte: Dyslexia The Gift www.dyslexia.com



Escrito por Fernanda Maria às 21h41
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Disléxicos famosos


O físico alemão Albert Einstein não falou até os quatro anos de idade; não conseguia ler até os nove. Falhou nos exames de admissão para o colegial e só conseguiu passar após um ano adicional de preparatório.

Ao se dedicar à Física, no entanto, seu elevado grau de criatividade permitiu que ele alçasse vôos altos, criando conceitos revolucionários para a época.

Essas características fazem muitos especialistas acreditarem que Einstein era disléxico, assim como o pintor Leonardo da Vinci, do inventor Thomas Edison e até do escritor Hans Christian Andersen...

 

     

http://galileu.globo.com/edic/97/saude4.htm



Escrito por Fernanda Maria às 21h40
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Dislexia a guerra das letras.

Por Suzel Tunes (stunes@edglobo.com.br)

Fábio adora comida esotérica (quer dizer, exótica). Tem uma amiga que fala quatro idiomas, é troglodita (quer dizer, poliglota). Corajoso, ele nunca se adromenta (amedronta). E seu filho vai ser engenheiro mecânico, como o pai, afinal, "peixinho de peixe, peixinho é".

Com o Fábio é assim... Não lhe peça para recitar provérbios ou ditos populares, que ele erra todos. Se pudesse, não leria nem bula de remédio. Vive fazendo confusão de palavras, troca letras e sílabas e tem vocabulário muito pobre, sobretudo na escrita.

Não é piada. Não é ignorância. É dislexia...

Na minha adolescência e início da vida adulta, estudei com uma amiga muito querida que trocava todos os provérbios... "Eu tô com um pé atrás da orelha", "Você ainda vai plantar aquilo que colheu" e por ai afora...

Para a gente era engraçadíssimo, ela era folclórica!

Padinha (o sobrenome dela), na faculdade, levou dp (dependência) de português do 1º ao 4º ano. A gente brincava dizendo que ela tinha feito um curso de especialização em Língua Portuguesa junto com a faculdade.

Hoje, tantos anos depois, relembro do nosso colegial e das aula do ensino superior e tenho certeza: Ela é disléxica!

Sorte que por ser inteligente e bem humorada e ter amigas que lhe davam suporte, nunca sofreu grandes discriminações, mas, o que a gente enchia a paciência dela...

Fernanda M F C Cruz




Escrito por Fernanda Maria às 21h38
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Um advogado com jogo de cintura

Desastrado, distraído, desorganizado...

Wilson Pires de Camargo Jr. já estava acostumado a ouvir esses adjetivos nada elogiosos desde criança.

Dotado de um inabalável bom humor, procurava levar na esportiva.

Na adolescência, tentou seguir carreira militar, mas estratégias e metodologias não eram com ele.

Por influência da família, foi cursar direito, mas aprendia apenas de ouvir.

- "Nem adiantava eu tentar tomar notas das aulas, depois eu mesmo não entendia minha letra", conta.

Para exercer a advocacia, Wilson passou a usar sua capacidade de convencimento e revelou sua criatividade na hora de bolar contratos, sempre digitados no computador.

- "O homem aprende a se adaptar a tudo", filosofa ele.

- "Como sou comunicativo, uma exceção entre os disléxicos, aprendi a vender o meu peixe na conversa."

No entanto, apesar de toda a capacidade de adaptação, as confusões de Wilson começaram a abalar sua vida profissional e afetiva.

Perdeu bons empregos e a esposa, metódica e organizada, não entendia por que ele deixava sempre tudo fora do lugar ou nunca se lembrava de pagar as contas.

Parecia de propósito. Não era...

Um dia, ambos ouviram falar sobre dislexia em um programa de rádio. Wilson encaixou-se totalmente na descrição.

Após uma bateria de exames e o diagnóstico definitivo, ele acha que começou uma nova etapa em sua vida.

- "Ficou mais fácil para minha esposa me compreender e minha própria postura mudou. Sei que tenho características diferentes e as pessoas precisam me respeitar do jeito que eu sou."

http://galileu.globo.com/edic/97/saude2.htm




Escrito por Fernanda Maria às 21h36
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O menino que aprende como Einstein


Quando Márcia Ribeiro Portela ouviu seu filho de apenas oito anos dizer: "Eu não sirvo para nada", ela quase morreu de tristeza. Com dificuldade de alfabetização, Rafael ficava cada vez mais tímido e recluso. Na escola, os professores falavam "espera que ainda vai dar o clic", parentes e amigos atribuíam o atraso ao fato de Rafael ser "temporão", irmão de uma moça de 20 anos e um rapaz de 18. "Você mima demais!", chegavam a dizer. E a culpa acabava nas costas da mãe. "Como o Rafael morou conosco nos Estados Unidos dos 3 aos 5 anos de idade, e durante esse período ele aprendeu a falar inglês, eu achava que o problema na alfabetização residia numa confusão de idiomas", conta Márcia. Mas o verdadeiro diagnóstico só surgiu há um ano, após uma bateria de testes na Associação Brasileira de Dislexia, ABD.

A família ainda luta para que a escola compreenda as necessidades específicas de Rafael, como, por exemplo, que o professor leia e explique para ele os enunciados das provas de matemática. Mas, agora, ele já se abre para novos amigos e novos talentos. Gosta de desenhar e está com vontade de aprender violino. E quando se entristece por não conseguir realizar determinada tarefa, sua mãe não deixa por menos: "Einstein também tinha esse problema, filhinho"...

http://galileu.globo.com/edic/97/saude2.htm




Escrito por Fernanda Maria às 21h36
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FONEMAS FRUSTRANTES

Os cérebros dos disléxicos têm conecções diferentes dos cérebros normais, e portanto processam a linguagem com menos eficiência. Em particular, os disléxicos têm dificuldade com as unidades de linguagem chamadas fonemas. Os fonemas são definidos como os menores segmentos compreensíveis da linguagem.(não confundir fonema com letra, o primeiro refere-se a som, o segundo a escrita) Por exemplo, a palavra falada "pato" é constituida de quatro fonemas: pêe, aaa, têe, ooo. Para a maioria das pessoas, o processo de quebrar as palavras em fonemas ocorre autamaticamente, sem pensamento consciente. Assim como nos separamos os fonemas sem pensar nisso, nos também os introduzimos em nossa fala automaticamente: "pato" tem duas sílabas, mas é feito de quatro sons distintos. Entre os 4 e 6 anos, as crianças percebem que os fonemas fazem as palavras.

Dificuldades com Fonemas

Os disléxicos não decodificam as palavras, eles têm dificuldade em acessar a informação pertinente àquela palavra que eles armazenaram. Eles freqüentemente confundem palavras com sons semelhantes como "vaca" e "faca." Quando é mostrada a figura de uma vaca, por exemplo, um disléxico pode chamá-la, uma "faca", embora quando solicitado para defini-la, ele corretamente responde, que é um animal que dá leite e carne. Em outras palavras, o disléxico sabe o que o objeto é, mas ele ou ela não podem acessar a palavra correta para este.

http://www.geocities.com/marlicbraz/disl.html
 



Escrito por Fernanda Maria às 15h42
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A dislexia, cognição e aprendizagem foram discutidas no V Simpósio Internacional Dislexia, Cognição, Aprendizagem (2002), promovido pela Associação Brasileira de Dislexia (ABD), que é afiliada nacional para o Brasil da International Dyslexia Association (IDA), com a colaboração da Associação Brasileira de Distúrbios de Aprendizagem (Aprend).


A ABD, promotora do evento, vem buscando, desde a sua fundação, uma maior consciência da população e dos poderes públicos da importância em se tratar adequadamente as pessoas que apresentam distúrbios de aprendizagem, principalmente àquelas em idade escolar.

Em outros países, como por exemplo, os Estados Unidos as autoridades estão comprometidas em buscar facilidades para que o disléxico seja adequadamente tratado e possa evoluir do ponto de vista educacional, cultural e social.

Conforme declaração de uma alta autoridade americana:

- “Devemos nos esforçar para ajudar de todas as formas possíveis os disléxicos, pois o país não pode prescindir da produtividade e criatividade dos mesmos”.

Eles aprenderam que tudo que começa com dificuldade acaba tendo sua compensação. É o caso das pessoas que apresentam dificuldades de aprendizagem, após serem conscientizadas dos distúrbios que sofre, encontrando orientação adequada e os caminhos para contornarem as mesmas, se tornam, geralmente, pessoas altamente produtivas e criativas.

É por isso que a ABD utiliza a frase “Você é disléxico? Então você pode ser um gênio!”

Mas ocorre também o caso contrário. O disléxico se sente diferente, ele sabe que é diferente das outras pessoas. O seu ritmo de aprendizagem e mesmo as ações físicas não acompanham a da maioria das pessoas.

Diversos rótulos são colocados então no disléxico: vagabundo, burro e outros tantos. Ocorrem casos em que a família acaba encaminhando a criança para escolas ou classes “especiais”.

Mas, na maioria das vezes a criança acaba abandonando os bancos escolares ou, se consegue chegar até o fim, com muito sofrimento psíquico, pela discriminação que sofre, muitas vezes não sairá da escola totalmente alfabetizada. Desta forma, ela se submete as funções menores no campo do trabalho ou então envereda pela marginalidade, quando poderiam ser gênios se tivessem o apoio da sociedade naquilo que deveriam ter obrigatoriamente: a educação.

Não a educação massificada, que se pratica no Brasil, tratando os desiguais como iguais, mas, a educação que reconhece a individualidade, uns exigindo mais atenção e carinho que os outros, pelas dificuldades de aprendizagem que apresentam.

As meritórias campanhas de alfabetização, em andamento por todo o Brasil, infelizmente não estão levando em consideração esses fatos e, mesmo nas escolas, são poucas as que levam em consideração a existência desses distúrbios, ou que, os reconhecendo, sabem como se conduzir em relação ao mesmo.

O mínimo que a ABD busca é que todos os educadores, pais e profissionais, que atuam na área da educação ou atividades relacionadas, estejam informados sobre o assunto, orientando os pais em como obterem ajuda.

Disponível em: http://www.informesergipe.com.br/pagina_data.php?sec=10&&rec=1297&&aano=2002&&mmes=10

                 



Escrito por Fernanda Maria às 10h58
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Lembretes Importantes...

http://www.conexaeventos.com.br/layout/imagens/banco/box_dislexia.jpg

 



Escrito por Fernanda Maria às 10h46
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Recomendação para leitura:

 

O livro O dom da dislexia – Por que algumas das pessoas mais brilhantes não conseguem ler e como podem aprender foi impresso com uma fonte maior do que o habitual e com cuidado de só permitir o aparecimento de palavras divididas no fim de uma linha quando não houvesse alternativa. Isso para fazer com que a leitura do livro se torne mais agradável para algum possível disléxico que desejar lê-lo. Além disso, o livro apresenta uma série de exercícios das técnicas criadas pelo autor para ajudar os disléxicos a desenvolverem seu dom.
 
 


Escrito por Fernanda Maria às 09h54
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A Associação Brasileira de Dislexia (ABD) possui um site imperdível para quem busca informações sobre dislexia em língua portuguesa.

A linguagem é clara, a navegação é fácil e as informações, preciosas...

Além de outras informações, o site contém uma cartilha multissensorial dirigida aos profissionais da área de educação para suprir as principais dificuldades dos disléxicos.

Disponível em: http://www.dislexia.org.br/

 

Lá você pode encontrar coisas muito interessantes, como uma relação imensa de disléxicos famosos (uma pena que no Brasil os diagnósticos ainda sejam incipientes se comparados aos EUA e à Europa).

 

Foram / são disléxicos:

 

Agatha Christie
Albert Einstein
Alexander Pope
Amy Lowell
Anwar Sadat
Auguste Rodin
Ben Johnson
Beryl Reid (atriz inglesa)
Bruce Jenner
Charles Darwin
Cher (cantora)
Darcy Bussel (bailarina inglesa)
David Bailey (fotógrafo inglês)
David Murdock (financiador)
Dexter Manley (jogador de futebol americano profissional)
Don Stroud (ator/campeão mundial de surf)
Duncan Goodhew (campeão de natação)
Franklin D. Roosevelt
General George S. Patton
George Washington
Greg Louganis
Hans Christian Anderson
Harry Belafonte
Harvey Cushing (pai da cirurgia neurológica moderna)
Henry Winkler
Jackie Stewart (piloto de corridas)
John Rigby (dono de parque temático)
Joyce Bulifant (atriz)
Julius Caesar
King Constantine of Greece
Lawrence Lowell
Leonardo DaVinci
Leslie Ash (atriz inglesa)
Lewis Carroll (autor)
Lindsay Wagner
Lord Addington
Loretta Young
Margaret Whitton
Margaux Hemmingway
Mark Stewart (ator/filho de Jackie Stewart)
Mark Twain
Michael Barrymore (comediante)
Michael Hesetine
Michaelangelo
Napoleon
Nelson Rockefeller
Nicholas Brady (US Secy Treasury)
Nicholas Bush (Filho do presidente EUA)
Nicholas Parsons (Ator inglês)
Nicola Hicks (Escultora Inglesa)
Oliver Reed (Ator Inglês)
Pablo Picasso
Paul Stewart (Piloto de corridas/Filho de Jackie Stewart)
Peter Scott (pintor)
Raphael
Richard Chamberlain
Richard Rogers (Arquiteto inglês)
Rob Nelson (Jogador de baseball profissional)
Robin Williams
Roy Castle (Ator inglês)
Sarah Miles (Atriz inglesa)
Sir Francis Bacon
Sir Joshua Reynolds
Sir Phil Harris (do Harris Queensway)
Sir Winston Churchill
Stanley Antonoff, D.D.S.
Stephen J. Cannell
Susan Hampshire (Atriz inglesa)
The Earl of Yarmouth
The King of Norway
Thomas A. Edison
Tom Cruise
Tom Smothers
Vincent VanGogh
Walt Disney
Whoopi Goldberg
Willard Wiggins (Escultor)
William Butler Yates
Woodrow Wilson



Escrito por Fernanda Maria às 09h28
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A APDIS (Associação Portuguesa de Dislexia) foi criada em 15 de dezembro de 2000, na cidade do Porto (Portugal) e dela foi retirado o texto abaixo (adaptado para não se tornar repetitivo frente ao que já foi postado anteriormente).

Fernanda M F C Cruz

Disponível em: http://www.apdis.com/

 

 

"embora se fale de dislexia, ao certo sabe-se ainda muito pouco, as respostas ainda são insuficientes e as crianças, as famílias e as  escolas,  vivem  esta problemática desamparados"

 

Dislexia é...


"Uma desordem, que se manifesta pela dificuldade de aprender a ler, apesar da instrução ser a convencional, a inteligência normal, e das oportunidades socioculturais. Depende   de   distúrbios    cognitivos fundamentais que são, freqüentemente de origem constitucional.." (Federação Mundial de Neurologia, 1968).



"A Dislexia é uma dificuldade duradoura de aprendizagem da leitura e aquisição do seu automatismo, junto de crianças inteligentes, escolarizadas, sem quaisquer perturbações sensoriais   e  psíquicas   já   existentes” (APEDYS - França)

 


Nem os pais, nem os professores são responsáveis  por  esta  dificuldade específica de aprendizagem. Porém não devem ignorá-la.

 

SINAIS DE ALERTA

Problemas de Aprendizagem relacionados:


- Dificuldades na linguagem oral;
- Não associação de símbolos gráficos com as suas componentes auditivas;
- Dificuldades em seguir orientações e instruções;
- Dif. de memorização auditiva;
- Problemas de atenção;
- Problemas de lateralidade.

 

Na leitura e/ ou na escrita:

- possíveis confusões (ex: f/v; p/b; ch/j; p/t; v/z ; b/d...)
- possíveis inversões (ex: ai/ia; per/pré; fla/fal; cubido/bicudo...)
- possíveis omissões (ex: livo/livro; batata/bata...)

Respostas urgentes a implementar:

- Criação de estruturas de despiste e reeducação precoces.
- Consultas multidisciplinares para avaliação compreensiva de casos.
- Formação de professores numa pedagogia específica.
- Meios de informação sobre estruturas de apoio a alunos com dislexia.

Problemas de Aprendizagem relacionados:


- Dificuldades na linguagem oral;
- Não associação de símbolos gráficos com as suas componentes auditivas;
- Dificuldades em seguir orientações e instruções;
- Dif. de memorização auditiva;
- Problemas de atenção e 
de lateralidade etc.




Escrito por Fernanda Maria às 09h06
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REFLEXÕES SOBRE A DISLEXIA

As dicas abaixo foram retiradas do site “A arte de viver” de Gia Carneiro Chaves, um espaço que "nasceu" em 1998 e desde aí tem crescido e tomado proporções maiores que as imaginadas por sua criadora... É um espaço de vida, onde cada um pode encontrar temas para meditar e refletir sobre a forma de Viver.

Disponível em: http://www.portugal-linha.net/arteviver/dislexia.htm

·         Qualquer criança que demonstre na leitura dificuldades que estejam evidentes abaixo da maioria dos seus colegas deve ser examinada com o objetivo de se verificar se o seu problema é de fato dislexia.

·         Quase todos os disléxicos podem aprender a ler e a escrever, mas nem sempre pelos métodos convencionais ou habituais.

·         A criança é capaz de ler números ou notas musicais muito mais facilmente que as palavras.

·         É muito importante reconhecer a problemática o mais cedo possível.

·         Com um ensino recuperativo específico orientado às zonas cerebrais afetadas e aos problemas psicológicos apontados a criança pode ser ajudada a desenvolver truques para “vencer” a deficiência e adaptar-se socialmente.

·         Será sempre benéfica a ausência da pressão por parte dos pais (com críticas, dizendo-lhe o quanto é teimoso… está sempre distraído.. etc.), aliada à valorização do que a criança é capaz de fazer (mas sem tratá-la como coitadinha).

·         Se os disléxicos tiverem apoios e treinos adequados conseguem superar as suas dificuldades. Muitos disléxicos têm carreiras notáveis, embora continuem apresentando algumas das características da dislexia...



Escrito por Fernanda Maria às 08h48
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Dislexia ou incompetência?

Freqüentemente chegam-nos crianças com o diagnóstico de "disléxicas". A razão principal reside no fato de terem muita dificuldade em ler corretamente mesmo passados dois ou três anos desde a sua entrada na escola.

Felizmente, muitas destas crianças não são, na verdade, disléxicas no sentido correto do termo o qual se pode definir como uma "incapacidade persistente para a leitura" devido a problemas neurológicos como a deficiência da percepção visual (não da "visão"), entre outros.

Muitas outras, rotuladas como "disléxicas", têm um problema que reside no "processamento da linguagem falada", o qual provoca dificuldades na aprendizagem da leitura devido à hiperactividade do hemisfério direito do cérebro e à hipoactividade do hemisfério esquerdo.

Outras têm "deficiência motora fina" que gera dificuldade em controlar os pequenos músculos das mãos, o que as leva a ter "disgrafia", o que não ajuda na aprendizagem da leitura (se escreverem mal, lêem mal).

Outras ainda são crianças que sofrem de hipoatividade dos lobos frontais, problema que gera impulsividade e desatenção freqüentes, cometendo erros de leitura. Mais ainda são aquelas cujo único (mas sério) problema reside numa deficiente aprendizagem da leitura nos dois primeiros anos de aulas por razões meramente pedagógicas, falta de treino, etc. Não nos esqueçamos que a maioria das turmas do 1º Ciclo estão sobre lotadas, com mais de 15 alunos por professor!

Quanto às dislexias convém alertar que existem as "dislexias superficiais", as "dislexias profundas" e as "dislexias adquiridas" (estas devem-se, por exemplo, a lesões ocorridas no cérebro).

A maioria das crianças disléxicas (com "dislexia de desenvolvimento") tem de aprender a viver com o problema toda a vida visto que é de difícil resolução. As que apresentam "dislexia leve" podem obter melhorias graças à neuroplasticidade da zona de linguagem do cérebro que admite medidas específicas de treino e reaprendizagem da leitura através de técnicas adequadas.

Disponível em: http://violada_mas_nao_vencida.blogs.sapo.pt/58389.html


 

http://www.portugal-linha.net/arteviver/images/ht10571.gif

 



Escrito por Fernanda Maria às 21h43
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http://www.profala.com/artdislexia13.htm



Escrito por Fernanda Maria às 12h24
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Causa da dislexia é genética, apontam especialistas

FELIPE MAIA da Folha Online

 

Apesar de ainda não haver total consenso entre os cientistas a respeito das causas da dislexia, as pesquisas mais recentes apontam para uma associação de problemas genéticos como fator para o aparecimento do distúrbio.

Os disléxicos teriam sofrido modificações em alguns de seus cromossomos, a estrutura da célula que carrega a informação genética de cada pessoa. Alguns genes atuariam de forma conjunta e determinariam a pouca capacidade de leitura e escrita.

Por ser um distúrbio genético e hereditário, os especialistas recomendam que as crianças que possuem pais ou outros parentes com dislexia sejam analisadas com cuidado.

"Trata-se de uma criança de risco, então é importante que ela passe por uma avaliação. Quando mais cedo a dislexia for diagnosticada, melhor", afirma Maria Ângela Nico, fonoaudióloga e coordenadora técnica e científica da ABD (Associação Brasileira de Dislexia).

O diagnóstico tem de ser realizado por uma equipe clínica multidisciplinar, formada por psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos clínicos e neurologistas.

O processo é feito de maneira excludente. Ou seja, para detectar se alguém é disléxico, elimina-se a possibilidade de ele não apresentar outros problemas neurológicos e psicológicos, como déficit intelectual, deficiências auditivas e visuais ou lesões cerebrais.

Não há uma cura para a dislexia, mas um tratamento pode fazer com que os afetados possam desenvolver habilidades e minimizem os problemas. Trata-se de um trabalho cumulativo e sistemático de estimular o cérebro a compreender melhor os sinais da linguagem.

Segundo a especialista, outro fator associado ao distúrbio é o excesso de testosterona produzida pela mãe durante a gestação. Essa hipótese pode explicar o fato de haver, para cada quatro homens disléxicos, apenas uma mulher, conforme dados da ABD.

Por essa teoria, como a testosterona é um hormônio masculino, sua produção em excesso na gestação de uma menina pode provocar um aborto natural.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u334708.shtml

(foto meramente ilustrativa)



Escrito por Fernanda Maria às 12h16
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OS DIFERENTES TIPOS DE DISLEXIA

 

DISLEXIA ADQUIRIDA

 

O termo dislexia foi usado primeiramente por médicos para descrever as dificuldades de leitura e ortografia de doentes que tinham sofrido certos tipos de danos cerebrais. Estes danos podem ter sido ocasionados por acidentes ou durante ações de guerra, ou como resultado de tumores, embolias, transtornos psiquiátricos, drogas os efeitos do envelhecimento. A dislexia não é uma enfermidade, senão um termo que se utiliza para descobrir sintomas de dano do cérebro: isto é a deterioração das funciones da leitura. Certos pacientes só têm problemas para ler e soletrar palavras compridas e pouco comuns, no entanto outros demonstram dificuldades em reconhecer as letras do alfabeto, e outros as "palavras pequenas" como "a", "se", "por", "porem". Alguns não conseguem ler bem em voz alta; outros conseguem faze-lo, mas sem compreender o que leram. Cada vez mais especialistas distinguem não só simplesmente entre graus de dificuldade de leitura, ortografia ou escrita, senão também entre tipos de dislexia adquirida como: profunda, superficial, central, semântica, auditiva e visual.

 

Em todos os casos de dislexia adquirida, os especialistas contam com sinais diretos ou indiretos que suportem a sua opinião de que tais dificuldades são causadas em parte por dano cerebral. Os sinais diretos são, por exemplo, o dano físico o lesão cerebral, e as evidencias reveladas por uma operação ou autopsia, ou quaisquer outros que mostrem que pudesse existir lesões cerebrais ou hemorragia, como numa embolia. Os sinais indiretos consistem em padrões irregulares numa electrencefalografia (EEG), reflexos anormais, ou dificuldades na coordenação e orientação mão/olho, por exemplo.

 

A dislexia visual é a dificuldade para seguir e reter seqüências visuais e para a análise e integração visual de quebra-cabeças e tarefas similares. Esta dificuldade caracteriza-se pela inabilidade para captar o significado dos símbolos da linguagem impressa. No esta relacionado com problemas de visão, só com a inabilidade de captar o que se vê. A maioria percepciona letras invertidas e percepciona também invertidas algumas partes das palavras e têm problemas com as seqüências. Este tipo de dislexia é o mais fácil de corrigir, por meio de exercícios adequados pode-se aprender os signos gráficos com precisão e gradualmente aprender seqüências; porém a lentidão pode persistir.


A dislexia auditiva é a dificuldade de discriminar os sons de letras, reconhecer variações de sons, seqüencias de, palavras, ordens e historias. Esta é a forma de dislexia mais difícil de corrigir e radica na inabilidade de perceber os sons separados (descontínuos) da linguagem oral. A maioria dos disléxicos auditivos apresenta uma audição normal. A sua faculdade discriminativa auditiva traz como conseqüência, grandes dificuldades no ditado e na composição.

 

O ensino da fonética tradicional carece de sentido para eles. Também apresentam dificuldades em repetir palavras que rimem, interpretar marcas diacríticas, aplicar generalizações fonéticas e pronunciar palavras com exatidão, tendo estas crianças obstruídas as relações fundamentais de sons e símbolos da linguagem o seu transtorno torna difícil de corrigir, e as idéias e exercícios especialmente pensados para eles requerem de muita paciência, tanto para o docente como para a criança. Regra geral, os disléxicos auditivos devem delinear os seus próprios exercícios de soletrar e outras tarefas análogas.

 

Na dislexia profunda ou fonética encontram-se erros de tipo semântico, dificuldade para compreender o significado das palavras, com adição de prefixos e sufixos, maior facilidade para as palavras de conteúdo que para as de função.

 

Na dislexia fonológica, sobre a qual existem poucos trabalhos, encontram-se menos erros que na profunda, já na dislexia superficial as crianças revelam dificuldades dependendo da longitude e complicação das palavras, como acontece a tantas crianças disléxicas.

 

DISLEXIA DO DESENVOLVIMENTO

 

Quando os médicos começaram a estudar as dificuldades na leitura, ditado e escrita nas crianças que eram saudáveis e normais, tiveram que fazer distinção entre estas crianças, e as vítimas de dislexia adquirida. Estes casos descreveram-nos como de dislexia específica do desenvolvimento ou dislexia congênita.

 

Estes termos mais ou menos ambíguos empregam-se para indicar que as dificuldades destas crianças são constitucionais e não produto de alguma incapacidade primária da mente ou dos sentidos ou de falta de oportunidade educativa.

 

A dislexia do desenvolvimento sugere, não que se fale do desenvolvimento da dislexia, senão que pode existir um atraso nalgum aspecto do desenvolvimento, alguma deficiência na maturação neural, que ocasiona as dificuldades da criança.

 

A dislexia congênita simplesmente significa que a criança parece ter nascido com essas dificuldades. Supostamente grande parte de crianças incapacitados padecem de problemas disléxicos que se podem atribuir-se diretamente às suas incapacidades primárias, como a paralisia cerebral e espinha bífida, porem o número de crianças incapacitados que também são disléxicas, é muito menor do que se deveria esperar, se considerar a gravidade das disfunções físicas de que são vitimas. Sem embargo, é focado aqui apenas a atenção para aquelas crianças que apresentam uma dislexia específica do desenvolvimento ou congênita, sem que existam outras irregularidades relacionadas direita ou indiretamente com as suas dificuldades de leitura, ortografia e escrita.

 

A diferença da dislexia adquirida e da dislexia do desenvolvimento, demonstra ser na maioria dos casos a ausência de danos cerebrais diretos. Também difere da primeira num aspecto fundamental: por dislexia adquirida se entende que o paciente já não consegue utilizar determinadas destrezas de que antes era capaz, em compensação a criança que apresenta uma dislexia do desenvolvimento, tem dificuldades para aprender essas ditas destrezas.

 

Disponível em: http://dislexianainfancia.blogs.sapo.pt/tag/tipos

 



Escrito por Fernanda Maria às 12h10
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AFINAL, O QUE É DISLEXIA? - Parte II (Maria Irene Maluf)

 

 

SINTOMAS OBSERVÁVEIS EM DIVERSAS FAIXAS ETÁRIAS...

 

Crianças entre 4 e 6 anos:

 

·a omissão, inversão ou a confusão de fonemas;

·vocabulário empobrecido;

·dificuldade na expressão oral;

·baixo nível de compreensão da linguagem;

·dificuldade em aprender a diferenciar cores, formas,tamanhos, posições;

·problemas de lentidão motora e

·atraso na aquisição de conhecimento do esquema corporal, orientação e seqüenciação.

 

Crianças entre 6 e 9 anos:

 

·Permanecem ou aumentam as inversões, confusões, trocas e omissões de fonemas;

·O vocabulário passa a ser cada vez mais empobrecido em relação à faixa etária e escolaridade alcançada;

·Na leitura, geralmente silabada, hesitante e mecânica, é freqüente a presença de confusão entre letras, como por exemplo entre: a/o; a/e; u/o; b/d; p/q; u/n, assim como aparecem omissões, inversões e adições de sílabas nas palavras lidas, o que dificulta ainda mais o entendimento do texto;

·Na escrita percebem-se confusões de letras semelhantes pelo som ou forma;

·Há omissões e inversões de letras, sílabas ou palavras, que persistem apesar do treino ortográfico; é freqüente a escrita de letras ou símbolos isolados em espelho e

·A escrita e a estruturação das idéias são confusas.

 

Crianças com mais de 9 anos:

 

·Dificuldade na estruturação das frases;

·Inadequação no uso dos tempos verbais;

·Dificuldade persistente na compreensão da leitura,assim como na expressão oral e escrita;

·Escrita muito irregular, com incorreções ortográficas, semântica e sintática;

·Transparecem as dificuldades às outras aprendizagens escolares que tenham como base a leitura e sua compreensão;

·Negam-se ou evitam ler, principalmente em voz alta;

·Compreendem melhor o que é lido para eles do que o que lêem e

·Como se cansam devido ao esforço mental, escrevem mais devagar e sua caligrafia pode ser muito irregular.

 

OBS: Como não foi possível postar o artigo completo todo de uma vez, o dividi em duas partes, para facilitar a leitura, mas, para realizar a leitura completa do mesmo, acesse o link  http://www.partes.com.br/educacao/dislexia.asp

 

 



Escrito por Fernanda Maria às 11h57
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"AFINAL, O QUE É DISLEXIA?" de Maria Irene Maluf

(Pedagoga especialista em Educação Especial e em Psicopedagogia / Presidente da ABPp- Associação Brasileira de Psicopedagogia)

 

Ler e escrever são necessidades básicas do ser humano, pois além de serem fundamentais para o acesso e aquisição da maioria dos conhecimentos de nossa cultura, tornam a pessoa intelectualmente independente.

Ao aprender a ler e escrever, a criança nasce novamente: se antes nasceu para a vida, agora nasce para viver no mundo da cultura. Toda a vida escolar é indubitavelmente marcada pelas primeiras experiências que as crianças vivem em relação à aquisição de conhecimentos e habilidades acadêmicas. Se essas experiências são freqüentemente frustrantes, é natural que a dedicação e a realização nessas áreas sejam prejudicadas e o acabem por produzir problemas na esfera afetiva e em todo o desenvolvimento da personalidade.

O domínio da leitura está ligada a vários processos que se associam para que seja possível ler e compreender o que se lê e esses dependem de diferentes funções cognitivas e sensoriais, como a atenção e concentração, a consciência fonológica e ortográfica, a decodificação rápida, a compreensão verbal, entre outras.

Apesar de se tratar de uma habilidade muito complexa, a maioria das crianças adquire facilmente essa capacidade. Entretanto, existe uma parcela significativa de alunos que apresenta grandes dificuldades na aprendizagem da leitura e escrita.

Podemos compreender a ansiedade dos pais em torno do sucesso escolar de seus filhos e principalmente em relação à sua alfabetização, da mesma forma que entendemos sua angústia e perplexidade quando a criança se mostra incapacitada a acompanhar a escolaridade, como o fazem seus coleguinhas de mesma idade.

A dislexia não é uma doença, mas sim um transtorno de aprendizagem, cujos sintomas podem ser percebidos desde a pré-escola e o diagnóstico é geralmente concluído, quando a criança alcança os sete ou oito anos de idade.

A dislexia é caracterizada fundamentalmente pela presença de grande dificuldade para a aquisição da leitura, geralmente acompanhada por idêntica problemática em relação à escrita, quando não existe atraso cognitivo, problema psicológico de porte ou deficiência sensorial que justifique tal transtorno. A maioria das crianças disléxicas sofre com os freqüentes fracassos escolares, os quais geram o rebaixamento da auto-estima e, conseqüentemente, levam a comportamentos que variam da apatia à agressividade, tornando a vida escolar e familiar muito desgastante.

Os sintomas da dislexia podem ser aliviados com o acompanhamento profissional adequado, permitindo à criança cursar normalmente a escolaridade regular, do ensino fundamental à graduação ou pós-graduação, dependendo de fatores individuais.

É possível perceber alguns sinais de risco para a aprendizagem da leitura e escrita desde os quatro anos de idade. Essa percepção precoce é importantíssima no encaminhamento da criança aos profissionais especializados em tal diagnóstico (psicopedagogos, neurologistas) a fim de evitar que os danos conseqüentes à baixa auto-estima e os problemas escolares comecem a se instalar.

Recomenda-se começar um trabalho de estimulação sobre a transição natural da fala à leitura e escrita. Aguardar que a criança supere por si as dificuldades pode ocasionar outras questões que apenas complicarão a sua problemática.

Alguns sintomas podem chamar a atenção dos pais e professores, quando freqüentes e mais intensos do que o esperado para a idade. Citaremos alguns deles, de acordo com a faixa etária, embora não se esgotem aqui as possibilidades necessárias para o diagnóstico profissional.

 

Disponível em: http://www.partes.com.br/educacao/dislexia.asp



Escrito por Fernanda Maria às 11h48
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DISLEXIA

 

Dany Kappes / Gelson Franzen / Glades Teixeira / Vanessa Guimarãesl.

                             E-mail: dank_1998@hotmail.com

Resumo

 

Estima-se que a dislexia acometa entre 10% e 15% da população mundial. Este transtorno da aprendizagem aparece claramente na escola, durante a alfabetização, e alguns dos seus sintomas, anterior a ela. É hereditária e congênita, sem causas culturais, intelectuais e emocionais, onde a criança falha no processo de aquisição da linguagem. Os disléxicos têm um nível de inteligência normal, muitas vezes superior, e grande habilidade em determinadas áreas, mas suas dificuldades de aprendizagem resultam em uma discrepância entre o seu potencial intelectual e  seu desempenho escolar. As dificuldades na aprendizagem, causadas pela dislexia, podem causar implicações emocionais e problemas na personalidade, por isso, o diagnóstico e acompanhamento, adequado tornarão as implicações emocionais quase inexistentes e a criança mais confiante e segura frente a sua realidade e necessidades.

 

    

Palavras-chaves: dislexia, transtorno, aprendizagem.

 

Artigo Completo disponível em:

http://www.psicopedagogiabrasil.com.br/artigos_danykappes_dislexia.htm

 

COMENTÁRIO:

No presente artigo você pode encontrar informações sobre o que é dislexia, um breve histórico, tipos, dislexia e alfabetização, sinais de dislexia na idade escolar, o papel do professor frente à dislexia, sugestões e recursos etc.

A línguagem é de fácilcompreensão, podendo ser compreendida por profissionais ou leigos.

Fernanda M F C Cruz



Escrito por Fernanda Maria às 11h28
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